Órgão aponta 77 abortos efetivos entre 2019 e 2025 e pede afastamento imediato de gestantes de áreas com ruído acima de 80 decibéis. Empresa diz que não reconhece os dados e apresentará defesa no processo. O Ministério Público do Trabalho (MPT) processou a MBRF por negligência na proteção de gestantes, após dezenas de abortos e partos prematuros. A investigação do MPT identificou 113 partos pré-termo (prematuro) e 71 atestados médicos relacionados a condições de risco para as trabalhadoras.Gestantes na unidade de Lucas do Rio Verde (MT) são expostas a ruídos de até 93 decibéis, acima do limite seguro de 80 dB.O MPT exige a realocação imediata das trabalhadoras grávidas e uma indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos.A MBRF contesta as acusações do MPT, alegando que cumpre a legislação e oferece um programa de apoio a gestantes. O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ação civil pública contra a MBRF, produtora e distribuidora de carnes, por supostas falhas na proteção de trabalhadoras grávidas na unidade da empresa em Lucas do Rio Verde (MT). O inquérito civil foi aberto após o caso de uma funcionária venezuelana, grávida de oito meses de gêmeas, que sofreu um aborto espontâneo na portaria da unidade, em abril de 2024. A trabalhadora depois processou a empresa e foi indenizada. A MBRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, formada pela fusão entre Marfrig e BRF. A companhia tem receita anual combinada de cerca de R$ 150 bilhões e presença em mais de 100 países. MPT entra com processo contra a MBRF após identificar casos de aborto em frigorífico de MTÓrgão aponta 77 abortos efetivos entre 2019 e 2025 e pede afastamento imediato de gestantes de áreas com ruído acima de 80 decibéis. Empresa diz que não reconhece os dados e apresentará defesa no processo.Por Redação g1 — São Paulo 27/02/2026 15h24 Atualizado há 19 horas O Ministério Público do Trabalho (MPT) processou a MBRF por negligência na proteção de gestantes, após dezenas de abortos e partos prematuros.A investigação do MPT identificou 113 partos pré-termo (prematuro) e 71 atestados médicos relacionados a condições de risco para as trabalhadoras.Gestantes na unidade de Lucas do Rio Verde (MT) são expostas a ruídos de até 93 decibéis, acima do limite seguro de 80 dB.O MPT exige a realocação imediata das trabalhadoras grávidas e uma indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos.A MBRF contesta as acusações do MPT, alegando que cumpre a legislação e oferece um programa de apoio a gestantes.Supervisor da multinacional do setor alimentício BRF tinha histórico de assédio moral — Foto: ReproduçãoSupervisor da multinacional do setor alimentício BRF tinha histórico de assédio moral — Foto: Reprodução O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ação civil pública contra a MBRF, produtora e distribuidora de carnes, por supostas falhas na proteção de trabalhadoras grávidas na unidade da empresa em Lucas do Rio Verde (MT). O inquérito civil foi aberto após o caso de uma funcionária venezuelana, grávida de oito meses de gêmeas, que sofreu um aborto espontâneo na portaria da unidade, em abril de 2024. A trabalhadora depois processou a empresa e foi indenizada. A MBRF é uma das maiores empresas de alimentos do mundo, formada pela fusão entre Marfrig e BRF. A companhia tem receita anual combinada de cerca de R$ 150 bilhões e presença em mais de 100 países. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1Para o MPT, o episódio mostrou a necessidade de aprofundar a apuração sobre as condições oferecidas às gestantes na empresa. De acordo com a procuradora do Trabalho Priscila Dibi Schvarcz, uma das autoras da ação, o caso também revelou falhas no protocolo interno de atendimento emergencial. Segundo a procuradora, com base nos elementos apurados no inquérito, a funcionária passou mal durante o expediente, foi levada a uma sala de descanso e não houve acionamento imediato de atendimento médico. A investigação, então, analisou dados de 2019 a 2025. O MPT avaliou informações de saúde e documentos sobre segurança e medicina do trabalho apresentados pela própria empresa no inquérito. Com base nesse material, o órgão identificou 144 registros de aborto ou ameaça de aborto envolvendo 116 empregadas, sendo 77 casos confirmados. Também foram registrados 113 casos de parto prematuro, relacionados a 94 trabalhadoras, além de 71 atestados médicos referentes a condições como hipertensão, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e restrição de crescimento fetal, descritas como relacionadas ou que podem ser agravadas pela exposição a ruído. Em nota enviada, MBRF afirmou que cumpre rigorosamente a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança, e que apresentará defesa no processo. A empresa declarou ainda que não reconhece os dados apresentados pelo MPT. (Abaixo, veja a nota de posicionamento na íntegra) Atualmente, a unidade emprega cerca de 4.800 pessoas. Desse total, 74 são gestantes — o equivalente a aproximadamente 1,5% do quadro, segundo o relatório. Para o MPT, esse percentual não representaria impacto significativo na operação caso as trabalhadoras fossem realocadas para setores compatíveis com a gestação. “Do ponto de vista organizacional, o remanejamento é plenamente possível”, afirmou a procuradora.. MPT entra com processo contra a MBRF após identificar casos de aborto em frigorífico de MTÓrgão aponta 77 abortos efetivos entre 2019 e 2025 e pede afastamento imediato de gestantes de áreas com ruído acima de 80 decibéis. Empresa diz que não reconhece os dados e apresentará defesa no processo.Por Redação g1 — São Paulo 27/02/2026 15h24 Atualizado há 19 horas O Ministério Público do Trabalho (MPT) processou a MBRF por negligência na proteção de gestantes, após dezenas de abortos e partos prematuros.A investigação do MPT identificou 113 partos pré-termo (prematuro) e 71 atestados médicos relacionados a condições de risco para as trabalhadoras.Gestantes na unidade de Lucas do Rio Verde (MT) são expostas a ruídos de até 93 decibéis, acima do limite seguro de 80 dB.O MPT exige a realocação imediata das trabalhadoras grávidas e uma indenização de R$ 20 milhões por danos morais coletivos.A MBRF contesta as acusações do MPT, alegando que cumpre a legislação e