Uma carreta Man TGX 29.480 graneleira carregada com milho pegou fogo, ontem à tarde, no km 700 da BR-163, em trecho entre Sorriso e Lucas do Rio Verde. Apesar dos danos causados pelo incêndio, o motorista não se feriu.De acordo com informações da concessionária Nova Rota do Oeste, a ocorrência foi registrada por volta das 16h01. As informações preliminares apontam que o incêndio teve início após uma pane elétrica. O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o combate às chamas com apoio de um caminhão-pipa da concessionária.Com o incêndio, parte da carga de milho transportada pelo veículo acabou sendo derramada no acostamento e na faixa de domínio da rodovia. Após o controle do fogo, equipes da concessionária realizaram a remoção e o reposicionamento da carreta para fora da pista com auxílio de guincho, permitindo o avanço dos trabalhos de limpeza e segurança da via.Durante a ocorrência, uma das faixas da rodovia permaneceu interditada para o atendimento da situação, causando restrições temporárias no tráfego. A pista foi totalmente liberada às 18h33, após a conclusão dos procedimentos.
Sinop: homologada contratação de empresa para construir maternidade pública
prefeitura homologou a contratação da empresa responsável pela construção da primeira maternidade pública municipal, há poucos dias. O contrato, vinculado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi firmado no valor de R$ 54,2 milhões com uma construtora de Salvador, na Bahia. Só Notícias apurou que ainda não há data para a assinatura da ordem de serviço, documento que autorizará o início efetivo das obras. A partir da emissão da ordem, o prazo previsto para execução é de 540 dias (18 meses).A construção da maternidade atende uma demanda histórica da rede pública. Atualmente, Sinop não possui maternidade própria e todos os partos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são atendidos por meio de contratualização com um hospital particular. A unidade será implantada na rua dos Araxás, esquina com a rua dos Sabarás, no bairro Jardim Belo Horizonte.No contrato, a prefeitura argumenta que a ausência de uma unidade pública específica para atendimento materno-infantil limita a autonomia do município na organização dos serviços obstétricos e neonatais, além de gerar custos elevados com a contratação de serviços privados. Somente em 2023, cerca de 3.276 partos pelo SUS foram realizados em Sinop, todos absorvidos pelo hospital conveniado.O projeto prevê uma maternidade de porte 1, com capacidade para até 100 leitos e atendimento voltado para gestação de alto risco. A unidade contará com centro de parto normal intra-hospitalar, suítes de pré-parto, parto e pós-parto, centro cirúrgico e obstétrico, alojamentos conjuntos, quartos de internação para gestantes de alto risco, Unidade de Terapia Intensiva neonatal e unidade de cuidados intermediários, entre outros setores especializados.Conforme Só Notícias já informou, inicialmente, a maternidade seria construída em uma área localizada na avenida das Figueiras, no residencial Delta. Posteriormente, o município decidiu alterar o local da implantação para o Jardim Belo Horizonte, justificando que a nova área possui dimensões maiores e oferece melhores condições para o desenvolvimento do projeto.
Operação da DRACO Sinop bloqueia R$ 9,3 milhões e desarticula esquema de lavagem de dinheiro
Operação da DRACO Sinop bloqueia R$ 9,3 milhões e desarticula esquema de lavagem de dinheiro esta manhã, a Operação Fluxo Oculto, e está cumprindo 13 mandados de prisões, 19 de buscas e apreensões, e 58 medidas judiciais diversas, com foco no combate à atuação de uma facção criminosa com ramificações interestaduais no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais são cumpridas em Sinop, Cláudia, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá, no Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.Conforme a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, responsável pela investigação, entre os alvos, estão três lideranças do grupo criminoso, apontadas como responsáveis pela coordenação das atividades ilícitas e pela gestão financeira do grupo. Ao todo, são investigadas 31 pessoas físicas e duas pessoas jurídicas, suspeitas de participação direta ou indireta nas atividades criminosas.“Com foco na descapitalização da facção criminosa, foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, na soma que alcança R$ 9,3 milhões”, informa a polícia.As investigações, segundo a polícia, identificaram que “integrantes de uma organização criminosa utilizavam empresas formalmente constituídas para ocultar e conferir aparência lícita aos recursos provenientes do tráfico de drogas. Entre os estabelecimentos investigados está um supermercado localizado no município de Cláudia, que, seria utilizado para promover a troca de dinheiro oriundo da atividade criminosa por recursos aparentemente legais, inserindo os valores ilícitos no sistema financeiro formal”.As apurações também revelaram que parte dos valores arrecadados com a venda de drogas em Mato Grosso era encaminhada ao Rio de Janeiro, sendo evidenciada a existência de uma rede estruturada para movimentação financeira e distribuição dos recursos da facção criminosa.De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Eugênio Rudy Junior, o grupo desenvolveu um esquema de lavagem de capitais destinado a dificultar a identificação da origem dos recursos provenientes da comercialização de entorpecentes. “As investigações demonstraram que a facção criminosa utilizava empresas legalmente constituídas para mascarar a origem ilícita dos valores obtidos com o tráfico de drogas. O objetivo era conferir aparência de legalidade ao dinheiro e permitir sua circulação no mercado formal, dificultando a atuação dos órgãos de persecução criminal”, explicou o delegado, através da assessoria.A Operação Fluxo Oculto representa a terceira fase da investigação iniciada, ano passado, quando equipes prenderam em flagrante de dois integrantes da facção criminosa, em Cláudia. Com o avanço das investigações, foi possível identificar a estrutura operacional do grupo, seus integrantes e os mecanismos utilizados para ocultar os lucros obtidos com o tráfico de drogas.Em março passado, na Operação Aurora Fronteiriça, a Draco de Sinop apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base de cocaína, pertencentes ao mesmo grupo criminoso, representando uma das maiores apreensões de entorpecentes já realizadas no âmbito da investigação. Em maio, foi deflagrada a segunda fase da operação, denominada Operação Vinculum Sanguinis, que resultou na apreensão de 25 quilos de pasta base de cocaína, R$ 169 mil, na prisão em flagrante de três pessoas ligadas à organização criminosa e no sequestro judicial de mais de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados.Com o avanço das diligências, a Draco identificou que o grupo criminoso não se limitava ao tráfico de drogas em larga escala, mas mantinha uma complexa estrutura financeira destinada à ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos obtidos com a atividade criminosa. As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados obtidos a partir das medidas cautelares deferidas pelo judiciário.