Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso iniciaram hoje uma greve por tempo indeterminado. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado de Mato Grosso (SINTUF), 350 servidores votaram pela adesão ao movimento, que já está em curso em outras regiões do país desde 23 de fevereiro.
A greve afeta unidades da UFMT em Sinop, Cuiabá e Barra do Garças. Além disso, técnicos da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) também aderiram. O movimento nacional é coordenado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra Sindical). A categoria reivindica o cumprimento de acordos firmados ao final da greve nacional realizada em 2024. Entre as principais demandas estão a regulamentação da jornada de trabalho igualitária, a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), avanço na racionalização dos cargos da carreira e reposicionamento dos aposentados.
No ano passado, o ministério da Gestão e Inovação enviou ao Senado Federal um projeto de lei para acatar o acordo firmado em 2024. O texto foi aprovado no Congresso em março deste ano e aguarda sanção presidencial. No entanto, segundo a Fasubra, a proposta não atende todas as demandas da categoria, pois teria criado critérios restritivos e excludentes que dificultam o acesso dos trabalhadores ao benefício do RSC, uma gratificação que poderia representar ganhos salariais entre 5% e 23%.
A diretoria do Sintuf informou que comunicou a gestão superior das universidades sobre a adesão à greve, respeitando o prazo legal de 72 horas. Atualmente, cerca de 50% da categoria está paralisada em diferentes regiões do país, como Minas Gerais, Bahia e Paraná, e ainda não há perspectiva de encerramento do movimento.
Escrito por Sandra Barreto jornalista grupo ws comunicação|