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Um homem de 27 anos foi preso pela Polícia Militar, ontem à tarde, suspeito de estuprar uma mulher, de 41 anos, em uma residência no Jardim das Oliveiras. Conforme o boletim de ocorrência, os policiais encontraram a vítima do lado de fora da casa e relatou ter sido violentada sexualmente, pelo suspeito, que ainda permanecia no imóvel.
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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Água Boa (639 km de Cuiabá) identificou, por meio da análise das impressões digitais, um corpo encontrado em fase avançada de decomposição no último dia 25 na área rural de Cocalinho. Trata-se de Richard Barbosa da Silva, de 41 anos. Conforme a equipe, é estimado que a vítima havia falecido há cerca de 25 dias.
O corpo foi encontrado com uma das pernas presas em uma cerca de arame, distante 180 quilômetros de Cocalinho. Após os exames periciais no local, o corpo foi levado para Politec e submetido à necropsia e identificação técnica, momento em que a papiloscopista extraiu fragmentos de tecido ainda preservados dos dedos da vítima e trabalhou o método de maceração química. O método consiste no processo de tratamento químico do tecido para reconstrução da polpa digital.
Após dois dias de tratamento das impressões digitais, a papiloscopista conseguiu recuperar alguns fragmentos das impressões digitais do cadáver, realizar o confronto e identificar o corpo, descartando-se a necessidade de exame de DNA – que possui maior prazo de execução.
A identificação foi concluída após a Polícia Civil ser notificada sobre o desaparecimento de um funcionário de uma fazenda próximo ao local de encontro do cadáver. Foi possível a realização do confronto das impressões digitais do cadáver com as impressões digitais do prontuário de identificação civil da pessoa desaparecida.
Conforme o gerente Regional da Politec de Água Boa, Paulo Victor Barboza, o resultado célere evitou a demora na liberação do corpo aos familiares. “Foi um trabalho muito difícil considerando as condições do corpo, pois esse método químico poucos profissionais dominam. A identificação por meio das impressões digitais evitou que mais um corpo fosse enviado para o DNA. O DNA além de demorado é caro, resulta em prolongamento do sofrimento da família que vive na angústia até sair a identificação”, destacou Paulo Victor, através da assessoria.