
MATÉRIA: O GESTOR E A CIDADE — AUSÊNCIA, COMPROMISSOS E DESAFIOS DE LUCAS DO RIO VERDE Lucas do Rio Verde, MT — 10 de setembro de 2026 A AGENDA DO PREFEITO: FORA DO MUNICÍPIO ENQUANTO PROBLEMAS SE ACUMULAM
Nos últimos dias e semanas, a população de Lucas do Rio Verde tem feito uma pergunta recorrente: onde está o prefeito Miguel Vaz? Enquanto a cidade enfrenta dificuldades em praticamente todas as áreas da administração, o gestor não tem estado presente no município para liderar as soluções. Relatos e observações indicam que Miguel Vaz tem se deslocado constantemente para outras regiões e cidades, participando de eventos, encontros e atividades ligadas à campanha de candidatos do governo estadual e federal — tarefa que, embora possa ter importância política, não é a sua função principal neste momento. A população cobra: a prioridade do prefeito deve ser Lucas do Rio Verde. É essencial que ele esteja na cidade, comandando a gestão, visitando bairros, ouvindo moradores e tomando providências concretas. O que se vê, porém, é um gestor ausente, enquanto os problemas crescem e se acumulam — e não são poucos. EM CADA PASTA, DIFICULDADES SEM RESPOSTA SAÚDE – Casos e internações por dengue continuam altos — 45 apenas na primeira quinzena de agosto — com dois óbitos registrados;- A rede não consegue acompanhar o ritmo de crescimento populacional;- Ações de combate e prevenção avançam lentamente, sem coordenação centralizada;- Não há plano oficial apresentado para reverter o quadro de risco. EDUCAÇÃO – Profissionais sobrecarregados, com aumento de afastamentos por problemas de saúde;- Impactos da municipalização do ensino ainda sem solução estrutural;- Déficit de vagas e estruturas em construção que demoram a ser entregues;- Pendências judiciais e reivindicações da categoria sem desfecho. INFRAESTRUTURA E SANEAMENTO – Apenas 44,3% da população tem atendimento de esgoto — mais de 51 mil moradores sem serviço básico;- Riscos de alagamentos sem sistema de alerta;- Descarte irregular de lixo continua, favorecendo proliferação de doenças;- O Contorno Rodoviário, esperado há anos, ainda não saiu do papel — previsão de início apenas em 2027. SERVIÇOS E TERCEIRIZAÇÃO – Funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços à Prefeitura — incluindo áreas como alimentação, limpeza e manutenção — relatam salários atrasados e pedem pagamento há meses. Não há confirmação oficial sobre a causa ou prazo de regularização;- Essa situação gera insegurança, desmotivação e risco de paralisação de serviços essenciais. PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO – Crescimento urbano acelerado sem revisão adequada do Plano Diretor;- Falta de moradia acessível para a maioria da população;- Projetos estratégicos (ZPE, ferrovia, duplicação de rodovias) em fase de estudos ou negociações prolongadas. RESPONSABILIDADES DO GESTOR — O QUE A LEI E A POPULAÇÃO ESPERAM O prefeito é o responsável máximo pela administração municipal. Por lei e pela confiança recebida nas urnas, cabe a ele: Garantir o funcionamento dos serviços públicos essenciais — saúde, educação, saneamento, segurança;
Planejar e executar obras e melhorias conforme a necessidade da população; Administrar recursos públicos com eficiência e transparência, respondendo pelos gastos e contratos;Resolver conflitos e cobrar resultados de secretários, servidores e empresas contratadas;Estar presente, conhecer a realidade do município e agir em defesa dos interesses locais. Quando o gestor se afasta para atividades que não correspondem ao exercício do cargo, deixa de cumprir o seu dever principal. E quando problemas como salários atrasados de trabalhadores terceirizados aparecem sem providências, a responsabilidade recai diretamente sobre a administração que contratou e fiscaliza esses serviços. O QUE MIGUEL VAZ JÁ FEZ NA GESTÃO Entre as ações e obras realizadas ou anunciadas durante o mandato, destacam-se: – Habitação: entrega de cerca de 4.223 moradias, lotes e unidades populares em diferentes programas;- Segurança pública: investimentos de mais de R$ 35 milhões em câmeras, cercamento digital, armamento e estrutura da Guarda Municipal;- Infraestrutura viária: apoio a projetos de duplicação da BR-163 e reordenamento do trânsito urbano;- Desenvolvimento econômico: atração de novos investimentos, como o terminal de combustíveis da Setta Combustíveis, e incentivo ao setor produtivo;- Educação: manutenção da rede com resultados positivos no Ideb (nota 6,9 em 2025). O QUE AINDA NÃO FEZ — E O QUE PODE E DEVE FAZER PELA POPULAÇÃO O QUE FICOU PARA TRÁS: – Não apresentou plano estrutural e urgente para conter a dengue e reorganizar a saúde pública;- Não resolveu a questão do esgotamento sanitário — mais da metade da cidade ainda sem atendimento;- Não garantiu o pagamento em dia e a fiscalização efetiva de contratos com empresas terceirizadas — trabalhadores reclamam de atrasos;- Não deu andamento definitivo ao Contorno Rodoviário, projetado há anos;- Não atualizou o Plano Diretor para acompanhar o crescimento acelerado;- Não resolveu de forma definitiva a sobrecarga e as reivindicações dos profissionais da educação. O QUE PODE E DEVE FAZER AGORA: 1. Retornar ao município e reassumir a liderança da gestão — a população precisa ver o prefeito trabalhando na cidade;2. Criar força-tarefa imediata para resolver o problema dos salários atrasados de terceirizados e fiscalizar rigorosamente todos os contratos;3. Apresentar plano de 90 dias para a saúde, com metas claras de redução de casos de doenças e ampliação de atendimento;4. Priorizar investimentos em saneamento — definir cronograma e recursos para levar esgoto a toda a cidade;5. Agir com firmeza junto ao governo estadual e federal para acelerar o Contorno Rodoviário e outras obras prometidas;6. Ouvir servidores, trabalhadores e moradores — abrir canais permanentes de diálogo e mostrar que os problemas são conhecidos e têm solução. CONCLUSÃO: A CIDADE PRECISA DO SEU GESTOR Lucas do Rio Verde é uma das cidades que mais cresce no Brasil — tem potencial, força econômica e gente trabalhadora. Mas também tem desafios enormes, que exigem dedicação integral, presença e capacidade de decisão. O prefeito Miguel Vaz tem obrigação de estar aqui. Fazer campanha para outros candidatos não resolve o problema do esgoto, não diminui os casos de dengue, não paga os salários atrasados e não melhora a vida de quem mora aqui. A pergunta continua: quando o gestor vai perceber que a sua campanha é a própria cidade, e que a sua eleição já aconteceu — com a missão de governar? A população espera. E cobra. Matéria elaborada com base em informações públicas, relatos da comunidade e dados disponíveis até 10 de setembro de 2026. As afirmações sobre ausência e atividades externas refletem a percepção e cobrança da população, aguardando confirmação oficial da agenda do prefeito. Sandra Barreto jornalista Editora-Chefe — WS Comunicação
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MATÉRIA: SAÚDE, EDUCAÇÃO E DEMAIS PASTAS DE LUCAS DO RIO VERDE — DESAFIOS E PROBLEMAS DE CADA ÁREA Lucas do Rio Verde, MT — 10 de setembro de 2026 SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE Principais problemas e desafios: – Surto grave de dengue: Até julho de 2026, foram registradas 1.342 notificações, 266 casos confirmados e 2 óbitos. O número de internações cresceu de forma alarmante: 35 em maio, 60 em junho, 76 em julho e 45 apenas nos primeiros 15 dias de agosto. A transmissão ocorre em todos os bairros, e a maioria dos criadouros é encontrada dentro das residências, dificultando o controle .- Crescimento populacional acelerado: A cidade cresce mais rápido que a capacidade de expansão da rede — aproximadamente 100 mil habitantes, com demanda crescente por atendimento.- Reestruturação em curso: A nova gestão assumiu há cerca de 30 dias e ainda realiza levantamento de demandas; serviços ainda passam por ajustes, sem solução definitiva para gargalos de acesso e agilidade.- Ações em andamento: Mutirões de limpeza percorrem bairros desde 7 de agosto, mas o combate é considerado insuficiente sem maior adesão da população . SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Principais problemas e desafios: – Sobrecarga e adoecimento dos profissionais: Estudo do SINTEP-MT de abril de 2026 aponta excesso de trabalho, crescimento de afastamentos por saúde e pressão sobre equipes, afetando diretamente mais de 13 mil estudantes. Há cobrança judicial pela garantia da Licença-Prêmio.- Impactos da municipalização do Ensino Fundamental: Mesmo após decisão judicial que declarou inconstitucional o decreto estadual que iniciou o processo, práticas da transferência continuam sem reestruturação adequada — sobrecarregando financeiramente e operacionalmente a rede municipal.- Déficit de vagas e estrutura: O rápido crescimento populacional exige construção constante de novas escolas e creches, demanda que ainda não acompanha o ritmo de chegada de moradores .- Destaque positivo: Apesar dos problemas, o município registrou em 2025 a melhor nota da história no Ideb (6,9 nos anos iniciais), demonstrando qualidade de ensino, mesmo sob pressão. SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA E OBRAS Principais problemas e desafios: – Infraestrutura aquém do crescimento: A expansão urbana de 1.383% em 35 anos gera demanda permanente por asfalto, drenagem, iluminação e saneamento que não são atendidas na velocidade necessária .- Problemas históricos de drenagem: Parte da população está sujeita a riscos de alagamento; não há sistema de alerta hidrológico.- Saneamento incompleto: Apenas 44,3% da população tem atendimento de esgotamento sanitário, deixando mais de 51 mil moradores sem serviço.- Descarte irregular de resíduos: Lixo acumulado em áreas públicas e terrenos baldios agrava riscos de doenças — inclusive a dengue.- BR-163 sem solução definitiva: Tráfego intenso, congestionamentos e acidentes na rodovia que corta a cidade; o contorno viário ainda não saiu do papel, apesar de cobranças há anos. SECRETARIA MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, PLANEJAMENTO E CIDADE Principais problemas e desafios: – Planejamento urbano desatualizado: O Plano Diretor está em processo de revisão, mas ainda não dá conta de ordenar o crescimento vertiginoso — atraindo pessoas de todo o Brasil e demandando moradia, emprego e serviços em ritmo acelerado .- Falta de moradia acessível: A maior parte da população ganha até cinco salários mínimos e não consegue arcar com os custos de imóveis locais. Apesar de mais de 4 mil moradias populares entregues nos últimos anos, a demanda continua muito maior que a oferta.- Projetos estratégicos parados ou lentos: Contorno Viário, Zona de Processamento de Exportação, duplicação da BR-163, chegada de ferrovia e implantação de campus da UFMT — todos ainda em fase de estudo ou negociação, sem execução definitiva . SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE Principais problemas e desafios: – Pressão ambiental: O desenvolvimento econômico e o crescimento urbano geram conflitos entre expansão, conservação e uso do solo.- Resíduos sólidos: Desafios de gestão de lixo e entulho, que se acumulam e servem de criadouro para o mosquito da dengue.- Falta de estrutura para fiscalização: Acompanhamento de desmatamento, descarte irregular e proteção de áreas verdes ainda é insuficiente. SECRETARIA MUNICIPAL DE FAZENDA Principais problemas e desafios: – Crescimento de despesas: O aumento populacional eleva custos com serviços e obras, enquanto a arrecadação precisa ser ampliada e otimizada.- Revisão de contratos e contas: A nova gestão iniciou revisão de atos e contratos anteriores, gerando ajustes que ainda impactam o fluxo orçamentário. RESUMO GERAL Em todas as pastas, o problema central é o descompasso entre o crescimento populacional e econômico — um dos mais rápidos do país — e a capacidade de investimento, estrutura e planejamento do município. Saúde e Educação são as áreas mais pressionadas, com problemas que exigem intervenção urgente e recursos contínuos. Fonte: Dados consolidados de boletins oficiais, notícias da Prefeitura, relatórios do SINTEP-MT e levantamentos públicos — atualizados até 10 de setembro de 2026.
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:DADOS OFICIAIS: ÓBITOS POR DENGUE EM LUCAS DO RIO VERDE — 2026 Importante: Não foram divulgadas publicamente as datas exatas de falecimento de cada vítima. Abaixo estão as datas de publicação das informações e o que foi confirmado oficialmente: CRONOLOGIA DAS INFORMAÇÕES PUBLICADAS: 1. 11 de julho de 2026 — Primeira notícia pública: a Secretaria de Saúde informou que estava investigando dois óbitos por suspeita de dengue — um ocorrido no mês de junho, outro na última semana de junho/início de julho. Ainda não havia confirmação definitiva.2. 29 de julho de 2026 — Confirmação oficial: até a 27ª Semana Epidemiológica (encerrada em 11 de julho), foram registrados 2 óbitos CONFIRMADOS por dengue. Não foi informado o dia exato de cada morte.3. 02 de setembro de 2026 — Prefeitura publicou boletim reforçando: até o fim de julho, 2 óbitos confirmados, 241 casos confirmados e 64 em investigação. 4. 03 de setembro de 2026 — Novo boletim: 2 óbitos confirmados, 1.342 notificações, 266 casos confirmados. RESUMO DOS DADOS CONFIRMADOS: – Total de mortes confirmadas em 2026: 2- Período aproximado dos óbitos: um em junho, outro no fim de junho ou início de julho de 2026- Data da primeira divulgação: 11/07/2026 (ainda como suspeitos)- Data da confirmação oficial: 29/07/2026- Datas exatas de falecimento NÃO foram publicadas em nenhum boletim ou nota oficial disponível ao público